Oclusão Venosa

OCLUSÃO DA VEIA CENTRAL OU DO RAMO DA VEIA CENTRAL DA RETINA

Prof. Dr. Rony C. Preti explica que existem dois tipos de oclusão da veia da retina, oclusão de ramo da veia retiniana (ORVR) e oclusão da veia central da retina (OVCR) e é importante a diferenciação destes dois tipos pelo especialista em retina, pois o tratamento é diferente.

Oclusão de Ramo da Veia Retiniana (ORVR), fig. 1

Como ocorre a doença?

O sangue portador de nutrientes e oxigênios que chega ao olho pelas artérias tem que ser drenado pelas veias. ORVR significa que um ramo venoso responsável pela drenagem de determinada região da retina foi ocluído. Esta oclusão, geralmente ocorre aonde a artéria cruza a veia. Quando ocorre a oclusão, o sangue que chega na retina pela artéria não tem para onde ser drenado, pois a veia esta obstruída e, sendo assim, este começa a extravasar dentro do tecido retiniano gerando hemorragia e “inchaço” do tecido retiniano e assim diminuição da visão. A doença pode afetar tanto indivíduos jovens quanto adultos.

Oclusão da veia central da retina (OVCR), fig. 2, é a oclusão da parte final da veia da retina, localizada no nervo óptico, que drena o sangue da retina. Existem duas formas de oclusão: a isquêmica e a não isquêmica a depender do grau de obstrução da veia. A diferenciação entre as duas formas é de extrema importância porque pode apresentar gravidade de evolução diferente, já que a forma isquêmica tem evolução mais grave porque pode gerar neovascularização e até a predispor o desenvolvimento de glaucoma.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento da oclusão da veia da retina?

O desenvolvimento desta doença pode estar associada a presença de fatores como:

colesterol elevado, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, cigarro, doença cardíaca, doenças inflamatórias e infecciosas, alteração da coagulação e viscosidade sanguínea e glaucoma. Sendo assim, o paciente deve ser encaminhado a médico especialista para investigação de outras doenças.

Quais os sintomas que os pacientes apresentam?

Nos casos leves os pacientes cursam com desconforto visual, embaçamento, visão “torta” e até perda visual grave por sangramento. Neste caso, o sintoma é precedido pela sensação de “teias de aranha” no campo da visao

 

Fig. 2. Fundo de olho de oclusão da veia central da retina

Fig. 2. Fundo de olho de oclusão da veia central da retina

ig. 1. Fundo de olho de oclusão de ramo da veia da retina

ig. 1. Fundo de olho de oclusão de ramo da veia da retina

 

 

 

 

 

 

 

 

Quais os exames para o diagnóstico da oclusão vascular da retina?

 

O diagnóstico consiste no exame de:

  • Mapeamento de retina;
  • Retinografia;
  • Angiografia da retina; e
  • Tomografia de coerência óptica (OCT). Principal exame usado para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença.

 

Qual o tratamento das oclusões vasculares?

O tratamento vai depender do tipo de complicação gerada à macula ou se há sangramento dentro do olho e qual a gravidade deste. Dentre os tipos de tratamento disponíveis temos:

  • Laser;
  • Medicação injetada dentro do olho como triancinolona e antiangionênicos; e
  • Vitrectomia pars plana.

Embora injeção dentro do olho possa soar doloroso ela é segura de ser realizada, praticamente indolor e bastante tolerada.

Quantas aplicações necessitarei fazer no olho caso tenha edema na mácula?

Geralmente, o paciente na fase inicial pode ser submetido a 6 aplicações com intervalos de 1 mês entre ela.

Estudos publicados na doença:

Effect of a single intravitreal bevacizumab injection on contrast sensitivity and macular thickness in eyes with macular edema from central retinal vein occlusion: a prospective, nonrandomized, three-month follow-up study.

Rony Carlos Preti, Ramirez LM, Pimentel SL, Nakashima Y, Machado CG, Pelayes DE, Monteiro ML, Takahashi WY.Ophthalmic Res. 2014;51(3):140-5. doi: 10.1159/000357737. Epub 2014 Feb 8.

 

 

 

Single intravitreal bevacizumab injection effects on contrast sensitivity in macular edema from branch retinal vein occlusion.

Rony Carlos Preti, Ramirez LM, Pimentel SL, Motta AA, Machado CG, Monteiro ML, Takahashi WY. Arq Bras Oftalmol. 2012 Jan-Feb;75(1):29-32.